622 – Elephant (1989)

1989 / Reino Unido / 39 min / Direção: Alan Clarke / Roteiro: Bernard MacLaverty / Produção: Danny Boyle / Elenco: Gary Walker, Bill Hamilton, Michael Foyle, Danny Small, Robert J. Taylor, Joe Cauley, Joe McGee, Patrick Condren, Andrew Downs, Terry Doyle, Michael Liebmann

Falar de “Elephant” é um exercício muito difícil, primeiro porque ele não tem uma história normal de um filme por exemplo. E também porque você fica chocado pela violência que é apresentado nesse curta metragem. Apesar de ser uma ótima crítica que o diretor irlandês Alan Clarke faz, você não consegue distinguir as vezes o real da ficção e acho que essa é a maior crítica que o diretor quer nos passar.

Eu lembro que a primeira vez que assisti a esse curta foi num curso que fiz lá por 2011 sobre crítica de cinema e o professor nos mostrou e pediu para analisarmos ele. Eu lembro que escrevi algumas coisas e ele gostou, mas senti que ainda não tinha nem arranhado a superfície dessa obra, porque mesmo não tendo dialogo, não tendo uma narrativa comum. Ele é complexo de um modo único.

O filme foi dirigido por Alan Clarke que é um diretor muito “cru” nas obras que ele quer mostrar como é o caso de por exemplo “Made in Britain” de 1982 que foi um dos primeiros filmes de Tim Roth e também “Scum” de 1979, duas obras marcadas pela violência explicita que o diretor consegue colocar de uma forma espetacular e que por várias vezes embrulha nosso estomago.

A várias teorias sobre o que o diretor e o roteirista Bernard MacLaverty quis dizer com o filme. Algumas sobre a violência do IRA que estava agindo de forma brutal no final dos anos 80 ou também a violência explicita que estava tomando de assalto os noticiário, também uma possibilidade que é a banalização da violência por conta dos filmes. Já que se formos pensar foi nos anos 80 que tivemos um maior numero de filmes com mortes e por ai vai.

O filme acompanha uma série de assassinatos no Norte da Irlanda, sem causa aparente. Não há história. E as situações são apresentadas sem nenhum contexto. E os assassinos têm rosto, mas não têm identidade ou motivo aparente.

Acho que só pela sinopse deu para identificar o porque da complexidade dessa obra e porque ela nos deixa tão inquieta assim? A partir do momento que esse tipo de violência começa a ficar tão normal nas nossas vidas, temos a banalizar e colocar como normal. “Elephant” é o titulo de outro filme que é de 2003 do diretor Gus Van Saint, ele pensou em vários detalhes para compor a obra que é inspirada nos “massacres de Columbine“, é simplesmente incrível esse filme e também é para pensar sobre o meio em que vivemos.

Nota: 

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